"A vitrine já vendeu para você a beleza com prazo de validade. Aqui, o produto é outro."
Se você já passou pela cena — física ou de aplicativo — já sabe como ela ordena as pessoas: por juventude, por físico, por quem chama mais atenção num salão ou puxa mais curtida numa foto. Isso não é uma crítica ao desejo. É só um critério entre vários, e não necessariamente o que decide se algo dura, quando o que se busca é construir uma vida ao lado de alguém.
Por isso a tela principal não tem retrato, e o convite não é decidido por foto. É decidido por um percentual — calculado a partir de como cada pessoa realmente se posiciona diante do que importa de verdade num relacionamento de longo prazo.
A Agência Namoro existe para pessoas do público homoafetivo — gays e lésbicas — buscando união estável ou casamento com alguém do mesmo gênero. Não é para quem busca encontro casual, e não contempla, nesta versão, quem busca poliamor ou relação a mais de duas pessoas — não por julgamento sobre essas formas de se relacionar, mas porque o motor de cruzamento e a linguagem de todo o produto foram desenhados para um par, com esse objetivo em mente. Se isso mudar no futuro, será uma decisão deliberada, não uma abertura silenciosa.
Se você já passou pela vitrine e está procurando o oposto dela — critério declarado, verificado, cruzado com o de quem procura o mesmo — é para isso que este produto existe.