Você já conhece a vitrine — anos de cena, de aplicativo, de imagem editada com prazo de validade. Aqui o processo começa em outro lugar: dez perguntas sobre o que você realmente procura, cruzadas matematicamente com quem procura o mesmo. A lista que você recebe é ordenada por compatibilidade. Nunca por aparência.
"A vitrine já vendeu para você a beleza com prazo de validade. Aqui, o produto é outro: critério declarado."
Se você já passou pela cena, já sabe como ela ordena as pessoas — por juventude, por físico, por quem chama mais atenção num salão. Isso não é crítica ao desejo. É apenas um critério entre vários, e não necessariamente o que importa aos 28, 35 ou 45 anos, quando o que se busca é alguém com quem construir algo que dure.
Por isso a tela principal não tem retrato. Imagem, quando existir, é de uma obra ou de um interesse — nunca um rosto. A curiosidade sobre a aparência é normal; simplesmente deixou de ser o que decide um convite. Isso é o critério declarado, na prática — não a ausência de um recurso.